Polícia
Prisão de dois policiais civis amplia investigação sobre assassinato de empresário em Coruripe
Além do sequestro e da execução de Rogério Homem de Andrade, suspeitos também são investigados por possível ligação com a morte de um mototaxista
A prisão de dois policiais civis e de um empresário, realizada na manhã deste sábado (25), marcou um novo desdobramento nas investigações sobre o sequestro e assassinato do empresário Rogério Homem de Andrade Barros Carício, de 43 anos, em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas. Além do envolvimento no caso, os três também passaram a ser investigados por uma possível participação no homicídio do mototaxista Erick Costa, morto a tiros no último dia 14 de julho.
A operação foi coordenada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) de Alagoas e resultou em prisões nos municípios de Coruripe e Arapiraca. Após serem detidos, os suspeitos foram encaminhados à Delegacia Geral da Polícia Civil, em Maceió, onde permaneceram à disposição da Justiça. As identidades dos investigados ainda não foram divulgadas, e a Polícia Civil também não detalhou o papel desempenhado por cada um nos crimes.
Segundo as investigações, Rogério desapareceu na segunda-feira (20), logo após sair de uma farmácia. Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que ele foi abordado por homens usando roupas semelhantes às da Polícia Civil, com os rostos cobertos por balaclavas. A vítima foi algemada e colocada em um veículo descaracterizado.
O corpo do empresário foi localizado cerca de um dia depois em um canavial, na zona rural de Coruripe. Conforme a polícia, Rogério apresentava marcas de disparos na cabeça, sinais de tortura e foi encontrado sem os dois olhos. A perícia ainda irá determinar se a lesão ocorreu em decorrência dos tiros ou se houve mutilação após a execução.
No início das investigações, a Polícia Civil havia informado que não havia indícios da participação de agentes da corporação no sequestro, atribuindo o uso do uniforme a criminosos que tentavam se passar por policiais. Com o avanço das diligências, no entanto, dois policiais civis passaram a integrar a lista de suspeitos presos na operação.
Entre as linhas investigativas, a polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado por uma suposta dívida financeira envolvendo a vítima. O histórico criminal de Rogério também é analisado para verificar se pode ter relação com o homicídio. O empresário cumpria pena em regime semiaberto por participação em um roubo a carro-forte ocorrido em João Pessoa (PB), em 2014, além de possuir antecedentes por outros crimes.
Morte de mototaxista também é investigada
Além do caso Rogério, a Polícia Civil apura se os três presos possuem ligação com o assassinato do mototaxista Erick Costa. O trabalhador foi morto a tiros na noite de 14 de julho, enquanto aguardava passageiros em um ponto de mototáxi no bairro Barro Preto II, em Coruripe.

As informações iniciais apontam que homens armados se aproximaram da vítima e efetuaram diversos disparos. Erick morreu ainda no local antes da chegada do socorro.
Os investigadores buscam esclarecer se há conexão entre os dois homicídios e qual teria sido a participação dos suspeitos em cada ocorrência. As investigações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas.
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